Histórico

Os Saudáveis Subversivos surgiram no final dos anos 90 como um coletivo de artistas, jornalistas, publicitários, pesquisadores e curiosos com o intuito de aglutinar pessoas afins no propósito de fazer uso da arte como agente de transformação social.
Primeiros Passos e compassos
Em 2001, dentro da Universidade Federal de Alagoas, geramos uma proposta de autogestão através da premiada instalação cênica Sábia Sarjeta, questionando o poder da mídia no mundo contemporâneo e traçando links com as antigas formas de imperialismo. Ainda dentro desta pesquisa encontramos a experiente atriz e bailarina Valéria Nunes, produzindo a polêmica obra de dança Experimento Zero em parceria com a DITEAL, abordado o tratamento clichê dado sobre o amor dentro das mídias.
Recebemos em 2002 o prêmio Dança em Cena da Capital Americana da Cultura, com o projeto Uma Janela Para Cada Balanço, onde pesquisamos novos vocabulários corporais, respeitando limitações e anulando a competitividade e atitudes pré-concebidas. Em julho do mesmo ano, o grupo recebeu cinco prêmios, incluindo melhor espetáculo, com a instalação cênica Sábia Sarjeta no Festival Nordestino de Teatro – PB. A repercução da montagem fez com que parte do grupo integrasse o Projeto de Integração de Atores do Nordeste, em uma experiência de quatro meses no Centro de Pesquisas Teatrais do Nordeste em Fortaleza-CE.
Em 2004, com o ingresso de novos criadores de diversas áreas do conhecimento o grupo resolveu se institucionalizar. Ainda neste ano recebemos o Prêmio Alagoas Em Cena, com a peça Pega Ladrão, obra que mostra um recorte didático, visceral e tristemente cômico do universo criminal, caracterizado pela banalização da violência na programação diária dos meios de comunicação.
Em 2005, fomos selecionados para o Move Berlim, com o vídeodança Burka – tratando das diferentes “burkas” que cobrem as mulheres do mundo contemporâneo. Produzimos dentro das Oficinas de Áudio Visual do SEBRAE, o curta metragem Bate Ferro. Exibido na Mostra SEBRAE de Vídeos, e no projeto Curta Jaraguá. Iniciamos o projeto Desenho do Desejo, mapeado pelo Rumos Itaú Cultural Artes Visuais e pela Rede Nacional de Artes Visuais FUNARTE, construindo obras coletivas, com pessoas de diferentes lugares da América Latina.
Os principais eventos que estivemos presentes foram: Encontro de Teatro Popular Latino Americano – Santiago do Chile; Fórum Social Mundial – Porto Alegre e no Palco Giratório – SESC e Mostra Cariri SESC de Artes em Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e Nova Olinda. Este projeto realiza intervenções em espaços urbanos para instaurar uma cena, inserindo performers como criadores/criaturas, na confecção de obras coletivas circulando em exposições com renda revertida em ações sócio-culturais, que buscam a integração entre artistas e comunidades carentes.
Associação Artística Saudáveis Subversivos
Criamos a Saudável Casa Subversiva, espaço alternativo de estudos e produção, que funciona periodicamente em diferentes pontos da cidade de Maceió. Iniciamos aqui as pesquisas da Cooperativa de Performance: grupo de estudos em performance que manteve forte parceria com o NACE Núcleo Transdisciplinar de Pesquisas em Artes Cênicas da UFAL. Esta cooperativa organizou duas excursões da Caravana Alagoana de Arte Contemporânea indo junto com NACE para o diversos eventos como por exemplo o III Festival Internacional de Teatro Popular em Bogotá. Dentro da cooperativa Flávio Rabelo produziu: Espaço Relacional do Corpo Estranho, pesquisa em performance vinculada ao Programa de Pós Graduação do Instituto de Artes da Unicamp.
Em 2006, implantamos Não Tenho Palavras, ação experimental de livre criação onde artistas de reconhecida competência trabalharam junto com jovens recém formados ocuparam inicialmente um prédio histórico em reformas da SECULT-AL para montar uma obra multimídia com tema centrado nos jovens inseridos no mundo das comunidades virtuais. Esta obra teve diversos desdobramentos em performances vídeo e webart. Ainda em 2006 fomos contemplados pelo Programa BNB de Cultura, com Menina Planta – projeto itinerante que difunde o uso da medicina popular e o incentivo ao plantio de árvores nativas. Estreamos Menina Planta dentro do Festival da América do Sul – Brasil-Bolívia onde apresentamos também Desenho do Desejo. Recebemos o Prêmio de Fomento a Dança FUNARTE-Petrobrás, com Quixotes, projeto multimídia que constrói uma cultura do imaginário, trabalhando o coreógrafo como um Dj misturador de materiais pré-existentes.
Recebemos em 2007 o prêmio Alagoas em Cena – Teatro, com o projeto Teatro Cine Kombi, onde circulamos pelo estado de Alagoas com um veículo multimídia, levando junto teatro e cinema; e o prêmio Alagoas em Cena – Dança com o projeto Corpos Atravessados, realizando a montagem de uma trilogia multimídia, com jovens bailarinos, e com o tema voltado para a faixa de pedestre.
Iniciamos em 2008 o projeto Olhar Circular no Programa Novos Brasis do Instituto Oi Futuro no intuito de promover a inclusão digital de jovens residentes em comunidades de baixo IDH. A partir deste mesmo ano iniciamos uma reformulação dentro da Ong, onde permanecemos reelaborando os conceitos trabalhados, e desenvolvendo nossas metodologias em seminários internos.
Em 2009 realizamos o 1o Festival Olhar Circular de Cultura Livre em 11 municípios e estruturamos nosso Barracão Cine Clube em parceria com a ABD, através do Cine Mais Cultura. Em 2010, implantamos a Feira Cultural do Riacho Doce e estamos realizando o projeto Tá Combinado em nova parceria com o Oi futuro, que irá visitar e conhecer a fundo, nos 9 estados do Nordeste,  a realidade das EPAs –Experiências Populares em Audiovisual de maior destaque em realização de atividades audiovisuais como ferramenta de inclusão digital e social; e produzir um panorama de suas identidades e um diagnóstico de suas demandas e soluções para posteriormente “linka-los” a nossa rede em construção, através, principalmente, das ferramentas on-line que estamos desenvolvendo em plataformas livres como Moodle e WordPress.