Dança

A pesquisa em dança dos Saudáveis Subversivos iniciou-se com “Experimento Zero – uma estória de amor”, feito especialmente para o aniversário do Teatro Deodoro em novembro de 2001. Expressão e movimentos explorados em torno das heterogêneas experiências e singularidades corporais dos intérpretes criadores, com o tema abordado sobre o tratamento clichê que é dado sobre o amor, dentro das mídias é o que inspira esta obra. Em abril de 2002, recebendo o Prêmio Dança em Cena da CAC – Capital Americana da Cultura, surge então “Uma Janela Para Cada Balanço – uma cartilha de menina” , montagem que busca novos vocabulários corporais em prol do desenvolvimento da comunidade (grupo), respeitando as limitações e anulando a competitividade e atitudes pré-concebidas. Em 2006, viabilizado pelo Prêmio FUNARTE/Petrobras de Dança, surge “Quixotes“, uma construção multimídia que traz consigo o aspecto de ritual onde o bailarino arrisca-se num jogo pseudo-sagrado construindo uma corporalidade tradicional e singular de alguma cultura dissolvida na volátil pluralidade do mundo contemporâneo. Em 2007 Valéria Nunes num projeto pessoal inicia uma pesquisa intitulada “Corpos Atravessados“; junto com mais seis bailarinos ela constitui definitivamente o núcleo de dança do coletivo, montando o work in progress “Corpossíntese – O corpo como síntese do saber” (projeto em desenvolvimento).

Desnuda

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Contemplado pelo Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas, Desnuda nasce do encontro entre inquietações das interpretes criadoras sobre a relação da mulher com sua imagem na forma de 03 solos de Dança Contemporânea. Embora surja de questões pessoais, o espetáculo trata de temas que transpassam a vivência de cada mulher, como: a sensualidade, o sagrado, o feminismo e os estereótipos presentes no cotidiano da mulher contemporânea:
Em Sensual, Mary Vaz procura através da Dança a ativação de uma epiderme sensível, re-sensibilizando partes do corpo da mulher esquecidas pela cultura brasileira, como pescoço e costas, por meio de um contato pele-sedução;
A busca de um novo feminismo, trazido a cena por Charlene Sadd, é um momento de reconstrução. Nele, um corpo transpassado pela imagem de mulher objeto, massificada pela mídia, e pela memória do que foi em seu tempo o feminismo antigo, busca em nosso contexto social, atualizar-se para abrir alternativas de ser mulher que vão de encontro a esta visão consumista e estereotipada; e
Em Sagrado, Valéria Nunes mergulha no sagrado existente em toda mulher, busca o reconhecimento da figura feminina como intermediadora entre o mundo espiritual e o mundo material através da figura da Xamã.
Desnudando o corpo feminino por meio da Dança, ativa-se um processo de auto-conhecimento, em que emergem marcas dos discursos, das imagens, percepções, (pré) conceitos e os esquemas corporais absorvidos e conhecimentos presentes no corpo
Os/as espectadores/as são convidados/as a conhecer três ângulos pelos quais o feminino se percebe e se mostra. O cenário idealizado pela arquiteta Synara Hollanda envolve e aproxima os participantes, os quais neste espetáculo deixam de ser meros espectadores, numa atmosfera intimista, aliada às projeções dos vídeos criados por Glauber Xavier exclusivamente para o espetáculo, reforça o cuidado em trabalhar a construção de cada uma destas inquietações. A proximidade, inclusive física, traz os participantes para dentro da obra, numa vivência única de todos os detalhes da concepção cênica, compartilhando um diálogo delicado e profundo no qual os três ângulos se tocam e compõem a quarta obra: o espetáculo Desnuda.
Encontro que expõe equivalências, recortes, sensibilidades, contrastes, e acontece no lugar onde se cruzam Dança, Teatro, Audiovisual e Performance, construindo uma teia multilinguagem, rica de significados, que se propõe a dinamizar o pensamento sobre o ser mulher hoje, em Alagoas – Brasil, realidade que embora tenha avançado na conquista de direitos, continua marcada pelo machismo e pela violência contra a mulher.

Contemplado pelo Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas, Desnuda nasce do encontro entre inquietações das interpretes criadoras sobre a relação da mulher com sua imagem na forma de 03 solos de Dança Contemporânea. Embora surja de questões pessoais, o espetáculo trata de temas que transpassam a vivência de cada mulher, como: a sensualidade, o sagrado, o feminismo e os estereótipos presentes no cotidiano da mulher contemporânea:Em Sensual, Mary Vaz procura através da Dança a ativação de uma epiderme sensível, re-sensibilizando partes do corpo da mulher esquecidas pela cultura brasileira, como pescoço e costas, por meio de um contato pele-sedução;A busca de um novo feminismo, trazido a cena por Charlene Sadd, é um momento de reconstrução. Nele, um corpo transpassado pela imagem de mulher objeto, massificada pela mídia, e pela memória do que foi em seu tempo o feminismo antigo, busca em nosso contexto social, atualizar-se para abrir alternativas de ser mulher que vão de encontro a esta visão consumista e estereotipada; eEm Sagrado, Valéria Nunes mergulha no sagrado existente em toda mulher, busca o reconhecimento da figura feminina como intermediadora entre o mundo espiritual e o mundo material através da figura da Xamã.Desnudando o corpo feminino por meio da Dança, ativa-se um processo de auto-conhecimento, em que emergem marcas dos discursos, das imagens, percepções, (pré) conceitos e os esquemas corporais absorvidos e conhecimentos presentes no corpoOs/as espectadores/as são convidados/as a conhecer três ângulos pelos quais o feminino se percebe e se mostra. O cenário idealizado pela arquiteta Synara Hollanda envolve e aproxima os participantes, os quais neste espetáculo deixam de ser meros espectadores, numa atmosfera intimista, aliada às projeções dos vídeos criados por Glauber Xavier exclusivamente para o espetáculo, reforça o cuidado em trabalhar a construção de cada uma destas inquietações. A proximidade, inclusive física, traz os participantes para dentro da obra, numa vivência única de todos os detalhes da concepção cênica, compartilhando um diálogo delicado e profundo no qual os três ângulos se tocam e compõem a quarta obra: o espetáculo Desnuda.Encontro que expõe equivalências, recortes, sensibilidades, contrastes, e acontece no lugar onde se cruzam Dança, Teatro, Audiovisual e Performance, construindo uma teia multilinguagem, rica de significados, que se propõe a dinamizar o pensamento sobre o ser mulher hoje, em Alagoas – Brasil, realidade que embora tenha avançado na conquista de direitos, continua marcada pelo machismo e pela violência contra a mulher.

Corpos Atravessados

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QUIXOTES – 2005

[nggallery id=18] Prêmio Funarte Petrobras de Fomento à Dança – 2005 …Quixotes é uma série de interferências, cruzamentos e desarticulações, onde os interpretes criadores colecionam e misturam materiais preexistentes: sonoridades, luminescências, intensidades, abrupções e narrativas simultâneas… …Nos focamos em corpos abertos, vitimados pelo excesso; em composições/improvisações constantes e emissões múltiplas de “textos”, em procedimentos diversos de mediação, collage e montagem… …Uma cena de aspectos rituais, onde o atuante se arrisca num jogo supostamente sagrado e (re)constrói corporalidades de culturas imaginadas e/ou dissolvidas na volátil pluralidade do mundo contemporâneo… Brasil continental, plural, terra de quixotes andantes que trazem em sua ancestralidade, memórias perdidas na grade genealógica provinda de índios nativos, negros africanos, europeus e orientais. Brasil global, singular, terra submersa por culturas de todas as partes, conectada com o todo. Brasil mãe de cidadãos do mundo, feitores de plurais singularidades. O meio cada dia mais acelerado por supra re-atualizações de tecnologias. E o artífice-artista-cientista-cidadão deve estar refletindo sobre a sua interação que transita dentro da máquina do mundo contemporâneo, mundo que acontece e se renova cada vez mais rápido, não só no espaço/tempo real, mas também no novo espaço: o ciberespaço. Nossa construção coreográfica propõe a experimentação de uma dança livre que transpareça estes corpos abertos vitimados pelo excesso, pelas múltiplas singularidades da cultura globalizada. Colecionamos diferentes experiências motoras. Os criadores atuam realmente como DJs, manipulando o material com seu crossfade. Nossa mediação com os receptores propõe diferentes pontos de vista, utilizando das tecnologias como extensores do corpo. Os performers – coreógrafos, interpretes, criadores/criaturas – interligados, como numa máquina – bio-mecânica-digital – a Mks (toca discos), CDJs (cd player), instrumentos acústicos, elétricos e digitais, processadores de efeitos, câmeras e projeções. Queremos construir uma cena que traga consigo um aspecto de ritual onde o bailarino se arrisque num jogo pseudo-sagrado e construa uma corporalidade como sendo tradicional e singular de alguma cultura dissolvida na volátil pluralidade do mundo contemporâneo. No Quarto dos Fundos trabalhamos com os materiais coletados em vídeo, música e textos. Compomos uma série de pequenos vídeos para serem misturados na cena. Demos predominância ao vídeo, coisa que nos fez nos aprofundar em técnicas específicas, pois trabalhamos com nosso próprio equipamento e utilizamos as ferramentas as descobrindo de forma quase autodidata. Graças a Quixotes reeditamos as imagens utilizadas nas apresentações recombinando em videoartes e videodanças. Os interpretes criadores Glauber Xavier e Valéria Nunes, contaram, com a participação do músico Daniel Carvalho, que manipula os equipamentos sendo peça fundamental dentro da pesquisa teórica. Como consultor, para edição dos vídeos, contamos também com a consultoria do Editor Canel Júnior do Instituto Zumbi dos Palmaras (Emissora local da TV Educativa). Dentro da pesquisa resolvemos realizar um estudo embrionário onde misturamos os materiais sem ensaios prévios. Então o público tem a oportunidade de vivenciar a emoção dos improvisos que procuram ainda por estabelecimentos de coporeidades. Realizamos a primeira temporada no espaço Oficina Cultural – SEBRAE, no bairro do Jaraguá, Maceió-AL nos dias 12, 13 ,14 e 15 de Setembro de 2005, com seções às 19:00h e 21:00h, somaram-se um total de 267 espectadores. A segunda  e terceira temporada aconteceram dentro da Semana da Video-arte do SESC-AL e nas Quintas no Arena, projeto do Teatro Deororo. Estas apresentações tiveram algumas mudanças como a inclusão de alguns instrumentos tocados ao vivo (didgeridoo e berimbau) e manipulados por processadores de efeitos. Incluímos também cenas em outras dependências dos prédios transmitidas para o teatro em tempo real por meio de micro-câmeras.

UMA JANELA PARA CADA BALANÇO – 2002

[nggallery id=8] Prêmio Auxílio Montagem da CAC – Capital Americana da Cultura 2002 Musicalidade atonal e poética do movimento. Aqui, pensamos o intérprete criador como um jogador, onde o jogo é o nosso objeto de estudo dentro de um processo de interação e busca dos recursos exploratórios para aquisição de novos vocabulários. “Uma Janela Para Cada Balanço – uma cartilha de menina” conta a estória de duas amigas, tratando de aspectos que vão desde a infância, passando pelas descobertas dos seus corpos e da própria sexualidade, as brincadeiras infantis tradicionais afetadas pela industrialização do mercado dos brinquedos, o confronto com os tabus, a puberdade e principalmente a amizade entre mulheres até chegar a formação da mulher adulta com seus problemas na luta pela igualdade. O espetáculo procura estabelecer um diálogo crítico e não um confronto de gêneros. Utilizando-se de imagens poéticas coreografadas. VEMOS E OUVIMOS este universo de tamanha sensibilidade e feminilidade. No palco, VEMOS a liberdade feminina representada, não só pela temática histórica sobre a luta da mulher e pelo roteiro transcorrido dentro do relacionamento entre duas amigas, mas também pela liberdade estabelecida dentro da criação de uma Coreografia em Processo, respeitando a individualidade e a corporalidade de cada bailarina criadora. OUVIMOS a música composta e executada por Miran Abs (Violoncelo e Flautas) e Wagner Acioli (Piano e Acordeão). Através de uma postura ligada a Arte-Educação aparece a figura do diretor como uma espécie de instigador e orientador procurando trabalhar em prol do desenvolvimento da comunidade (grupo), respeitando as limitações e anulando a competitividade, preconceitos e atitudes pré-concebidas. Os Saudáveis Subversivos acham pertinente o tema em questão, por tratar de um dos segmentos de desigualdade encontrados em nossa sociedade, lembrando que a intenção do grupo é produzir obras, gerar debates e reflexões, propondo novas formas de linguagens artísticas na comunicação social. Ocorremos à dança como meio de comunicação artística dentro de um contexto permeado por características e informações plurais e assim não deixamos se perder a oportunidade de fornecer novas percepções para estigmas pragmáticos e velhas lendas, tentando com isso contribuir com uma pequena parcela dentro do estudo e da pesquisa no campo da dança contemporânea. Nesta instituição cooperativa e lúdica a regra mutuamente estabelecida pelo jogo aparece como processo de interação e busca dos recursos exploratórios para aquisição de novos vocabulários e o estabelecimento de redes de conexão entre o material produzido durante os improvisos dentro da sala de ensaios. Este espetáculo se sustenta, sobretudo, pelo aspecto libertador no âmbito do Universo Feminino, em relação às premissas impostas pela educação que recebemos no meio social através das esferas formadas tanto pelas escolas como pela família, Igreja, meios de comunicação de massa e leis do Estado. Estabelecemos a reflexão do universo feminino dentro de uma narrativa coreográfica dividida em dois planos temporais separados por uma linha bastante tênue. Trata-se de um PLANO VITAL e um PLANO HISTÓRICO. O PLANO VITAL trata do percurso temporal que transcorre durante a vida das personagens. Neste plano discutimos sobre a amizade entre duas mulheres dentro do panorama social vigente em nosso estado. Abordando nossas Tradições Culturais dentro da sociedade alagoana, incluindo a educação das crianças, as brincadeiras infantis, a culinária, o vestuário, as festas tradicionais, a religião, o mercado de trabalho e as próprias relações pessoais. O PLANO HISTÓRICO faz uma espécie de fragmentação épica, tratando da trajetória da mulher na História da Humanidade. Ficha Técnica Concepção Geral: Glauber Xavier e Valéria Nunes Direção: Glauber Xavier Elenco: Valéria Nunes, Lili Mendes, Herlita Bittencurt e Marluce Almeida Direção Musical: Miran Abs e Glauber Xavier Instrumentistas: Miran Abs e Wagner Acioli Programações e Mixagem: Glauber Xavier Cenografia: Glauber Xavier Figurino: James Rodrigues Maquiagem: O Elenco Arte Gráfica: Canel Junior Fotos: Jean Charles Execução de Produção: João Valfredo e Moema Xavier Produção: Saudáveis Subversivos

EXPERIMENTO ZERO – 2001

[nggallery id=7] I Love You! Soou meio clichê? As sentenças construídas a partir do verbo AMAR, ditas com tanta freqüência nas telenovelas e nos cinemas, nos fazem banalizar o amor como um rótulo fácil de ser atribuído a qualquer situação onde podemos reproduzir na vida real os clichês e regras comerciais do poderoso mundo virtual e audiovisual, pois dentro das regras do capitalismo o AMOR é um produto. Música romântica, beijo de língua, e happy end. Porque fazer um espetáculo sobre o amor? O que o mercado e a mídia tem feito do amor? O que nós faremos do amor? Experimentar uma forma pessoal e reconhecer que cada ser humano tem sua própria forma de amar. Experimento Zero é fruto de uma pesquisa em torno das experiências de vida dos intérpretes e de outras pessoas cuidadosamente selecionadas. Amigos e artistas que, como qualquer ser comum, passam por diversas experiências ao longo de suas vidas. O experimento se dá em dois níveis. O primeiro esclarece o próprio conceito do espetáculo e sua autocrítica em relação aos clichês do Amor. O segundo nível está vinculado a uma pesquisa de expressão e movimento sistematizada em torno das heterogêneas experiências e singularidades corporais dos intérpretes, que ao ser embalada pela trilha musical traduz através da dança a visão dos autores sobre o tema. Tudo se passa numa sala de estar, com a música composta especialmente para o espetáculo, pela dupla Wado e Glauber Xavier. A sonoplastia é uma peculiaridade a ser destacada, pois há uma parcela da execução feita ao vivo por um dos intérpretes. Seu instrumento, um contrabaixo, torna-se fator intrínseco de sedução da trama que circula numa linha tênue entre a realidade e a ficção de situação vivenciada  por um casal de artistas. Este ambiente se torna capaz de resumir o mundo da rotina e dos amores de um casal. O espetáculo Experimento Zero marca publicamente a criação oficial de um grupo de pesquisa de linguagens. Uma associação artística – Saudáveis Subversivos – que só vem a se institucionalizar em 2004. Esta idéia surgiu da necessidade de prosseguir com as pesquisas realizadas dentro da universidade com o TUA – Teatro Universitério de Alagoas. A experiência do Teatro de Auto-gestão, bem sucedida com o grupo anterior, impulsionou a idéia de trabalhar com uma outra linguagem, que se sustente a partir de uma composição ainda mais ligada ao corpo, ou seja a dança. Ficha Técnica Concepção Inicial: Valéria Nunes Direção: Valéria Nunes e Glauber Xavier Coreografia: Valéria Nunes e Glauber Xavier Bailarinos: Valéria Nunes e Glauber Xavier Cenário: Valéria Nunes e Glauber Xavier Figurino: Valéria Nunes e Glauber Xavier Sonoplastia: Wado e Glauber Xavier Músicos convidados: Juca Araújo, Otávio Gallindo e Alvinho Cabral Concepção da Iluminação: Flávio Rabelo e Daniel Baboo Plano e operação de luz: Flávio Rabelo e Daniel Baboo Arte Gráfica: Canel Júnior Fotos: Flávio Rabelo Depoimentos: René Guerra, Flávio Rabelo, Telma César, Wado, Ivan Nunes, Francisco Freire Xavier, Valéria Nunes e Glauber Xavier Produção: Saudáveis Subversivos Realização: Teatros Deodoro e Arena